Se o trabalho já havia terminado o ano de 1985 sob desconfiança - a qual inclusive já se arrastava desde os anos anteriores - com resultados ruins no início da preparação para o Mundial de 1986 que havia instalada um clima de desconfiança, que só aumentou no início de 86 depois que a seleção viajou para fazer dois amistosos na Europa e foi derrotada em ambos: 2 a 0 para a Alemanha Ocidental e 3 a 0 para a Hungria. A defesa tinha tomado muitos gols, e o poder ofensivo tinha sido sofrível, não marcando nenhum gol em dois jogos. Parecia tudo errado!
Ainda que fosse bem verdade que Telê Santana estava aproveitando a partida para fazer testes, tentando agilizar o processo de encontrar a formação ideal. Entretanto, é algo que deveria estar sendo feito desde 1983, mas que um planejamento absurdamente ineficiente não foi capaz de fazer.
Antes da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira se recuperou com uma sequência de vitórias em amistosos feitos no Brasil. Ainda que persistia um cenário de vários jogadores diferentes sendo testados. O time de Telê obteve boas vitórias em sequência sobre Peru em São Luís (4 a 0), Alemanha Oriental em Goiânia (3 a 0), Finlândia em Brasília (3 a 0) e Iugoslávia em Recife (4 a 2). No entanto, antes de viajar para a Copa, voltou a gerar desconfiança após um empate contra o Chile em Curitiba (1 a 1). Era uma grande incógnita saber como aquela equipe reagiria diante de adversários mais fortes no cenário mundial.
Às vésperas da Copa, o amistoso contra a Iugoslávia, disputado em Recife, marcou a volta de Zico à camisa 10. Após sofrer uma gravíssima lesão durante 1985 numa partida entre Flamengo e Bangu, quando sofreu uma entrada violentíssima que lhe causou fratura de tíbia e perônio, além de ruptura dos ligamentos do joelho. Após cirurgias e um longo processo de recuperação e recondicionamento físico, ele foi testado para saber se estava em condições físicas para disputar o Mundial. Na vitória por 4 a 2, Zico marcou 3 gols, e ali foi tomada a decisão de que ele iria ao México, ainda que não estando no melhor de suas condições físicas. Uma decisão que viria a ter consequências diretas no destino da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Antes de chegar ao México, entretanto, para piorar as expectativas, ainda eclodiu uma grande crise disciplinar que deixou consequências na lista final de convocados para o Mundial. Concentrados num hotel em Belo Horizonte antes da viagem para a Copa, os jogadores tinham toque de recolher, com hora para se apresentarem no saguão. Numa noite de folga, Leandro e Renato Gaúcho fugiram do recolhimento e voltaram ao hotel alcoolizados já de madrugada. Foram surpreendidos pela comissão técnica. Renato foi cortado e Leandro foi advertido verbalmente. Mas o lateral teve a hombridade de não aceitar punições diferentes se os erros cometidos tinham sido iguais, e pediu dispensa, negando-se a viajar com a delegação para o México. De última hora, então, foi convocado Josimar, do Botafogo, para o seu lugar. Lateral que não havia sido testado nos amistosos, e sequer havia entrado em campo com a camisa verde e amarela uma única vez em toda a sua carreira até ali.
As decisões vinham sendo tomadas sem muito tempo de avaliação, tanto que em todos os amistosos preparatórios a dupla de zaga foi formada pelo veterano Oscar e o jovem Mozer, e na reta final foi mudada para o jovem Júlio César e o veterano Edinho.
A Copa do Mundo começou e a fase de testes de Telê Santana ainda estava em curso. Tanto que na estreia Júnior foi escalado no meio de campo e não na lateral-esquerda, como havia sido utilizado em todos os amistosos. Era ao mesmo tempo o primeiro sinal de influências táticas causadas pelo fato dos jogadores brasileiros atuarem na Europa, o que interferia no padrão organizacional do futebol brasileiro. Fato é que ele já não tinha a mesma explosão muscular para fazer um "ir e vir" pela lateral do campo. Na Itália, foi deslocado para ser um meio-campista de contenção. E nesta posição ele foi testado na seleção com a Copa do Mundo já valendo...
A Seleção Brasileira tinha boas recordações dos torneios em solo mexicano, onde havia conquistado a Copa do Mundo de 1970 e o Mundial Sub-20 de 1983. Com esperança de que os bons fluídos voltariam a empurrar a camisa canarinho para outra conquista, o futebol do Brasil voltou a montar seu quartel general em Guadalajara.
A 13ª Copa do Mundo teria sido disputada na Colômbia, mas o país desistiu de sediá-la meses antes do torneio, com o México assumindo a sua organização. Quando o Mundial começou, o país estava em reconstrução após ser devastado por um forte terremoto pouco antes do início dos jogos. A fórmula de disputa voltava a sofrer alterações: as 24 seleções foram divididas em 6 grupos de 4, e além dos dois primeiros colocados, os quatro terceiros com melhor campanha também avançavam, somando 16 seleções nas oitavas de final, com a disputa daí para frente sendo num mata-mata eliminatório até se chegar ao campeão.
O Grupo A reuniu Argentina, Itália, Bulgária e Coréia do Sul. O Grupo B teve México, Bélgica, Paraguai e Iraque. O Grupo C reuniu França, União Soviética, Hungria e Canadá. O Grupo D foi formado por Brasil, Espanha, Irlanda do Norte e Argélia. O Grupo E teve Alemanha Ocidental, Dinamarca, Escócia e Uruguai. E o Grupo F reuniu Inglaterra, Polônia, Portugal e Marrocos. Esta última, a seleção marroquina, foi quem fez uma campanha surpreendente, empatando com poloneses e ingleses e vencendo aos portugueses para avançar como 1º lugar do grupo. Acabou, no entanto, sucumbindo perante a Alemanha na fase seguinte (vitória alemã magra, por apenas 1 x 0).
Aquela que foi considerada como a maior sensação daquela Fase de Grupos, no entanto, foi o futebol apresentado pela Dinamarca. Os dinamarqueses fizeram uma campanha arrasadora em seu grupo, a qual os levou a serem apelidados de "Dinamáquina". Seria um novo carrossel revolucionário como a Holanda de 1974? O grande time treinado por Sepp Piontek jogava com Rasmussen, Busk, Morten Olsen, Kent Nielsen e Berggreen; Lerby, Bertelsen, Jesper Olsen e Arnesen; Michael Laudrup e Elkjaer. Venceu à Escócia por 1 a 0, atropelou ao Uruguai por 6 a 1, e venceu à Alemanha por 2 a 0. Nas oitavas de final, porém, acabaram atropelados: Espanha 5 x 1 Dinamarca. Mas foi alarme falso, não se tratava de uma nova revolução ao estilo da holandesa em 74.
A Seleção Brasileira venceu a seus três jogos na 1ª Fase, mas sem convencer nem a brasileiros nem a estrangeiros. Nas duas primeiras partidas foi um time com um meio de campo muito marcador e pouco dinâmico, e com um ataque isolado, jogando com dois centroavantes - Casagrande e Careca - sem movimentação pelas pontas. Na estreia, o Brasil venceu à Espanha por 1 a 0, com gol de Sócrates. Foi ajudado pela arbitragem, pois um gol espanhol legal não foi validado, com a bola tendo batido no travessão e quicado dentro do gol. Nem o árbitro nem seu auxiliar perceberam. No segundo jogo, do qual se esperava uma fácil vitória sobre a Argélia, o time canarinho repetiu a vitória magra de 1 a 0, de novo com um futebol bucólico.
A partir da terceira partida, Telê Santana fez mudanças que surtiram efeito, especialmente para dar mais ofensividade a seu lado direito. Ele sacou Édson Boaro e lançou Josimar - que fazia sua estreia pela seleção em plena Copa do Mundo - e abdicou da dupla de centroavantes, usando o ataque do São Paulo, formado por Muller e Careca. Contra a Irlanda do Norte, o Brasil venceu com autoridade por 3 a 0, com direito a um gol espetacular de Josimar, num chutaço de fora da área. Nas oitavas de final, uma nova vitória expressiva, por 4 a 0 sobre a Polônia, com direito a um novo golaço de Josimar! A Seleção Brasileira parecia ter encontrado seu futebol, e a esperança voltou a nascer.
O adversário nas quartas de final era a forte França, de Tiganá e Platini. Um jogo duríssimo! A Seleção Brasileira conseguiu sair na frente, com Careca marcando logo aos 17 minutos do 1º tempo. O Brasil jogava bem, e ainda teve a oportunidade de ampliar, com um chute de Muller acertando a trave de Bats. Entretanto, antes ainda do intervalo, aos 40 minutos, o craque e camisa 10 francês Michel Platini aproveitou um cruzamento que atravessou toda a área brasileira e pôs números iguais no marcador.
A esperança brasileira naquela Copa do Mundo sempre esteve relacionada à entrada de Zico em campo. Ele ainda sofria com dores pela recuperação da cirurgia no joelho, e só aguentava atuar por alguns poucos minutos em cada partida. Contra a França, ele entrou quando faltavam cinco minutos para acabar o jogo. Com seu toque diferenciado, assim que entrou, encontrou um lançamento preciso para a entrada do lateral-esquerdo Branco por trás da defesa francesa. Ele correu e conseguiu dar um toque na bola, tirando-a do alcance do goleiro francês, que vinha se projetando para frente. Não deu tempo para Bats impedir que seus braços se chocassem com as pernas de Branco e o derrubassem: pênalti! O árbitro apitou!
Quem cobraria? Careca havia batido mal contra a Polônia, embora tivesse conseguido marcar o quarto gol brasileiro. Zico recém havia entrado em campo, e não estava no melhor de suas condições físicas. Ainda havia a possibilidade de Sócrates. Zico pegou a bola e foi cobrar. Faltavam poucos minutos para o fim do jogo. Um gol colocaria o Brasil na semi-final! Zico correu e bateu rasteiro, sem muita força. O goleiro Joel Bats pulou e defendeu. Frustração total!
Fim de jogo e mais trinta minutos de prorrogação. Tensão máxima! O jogo continuava duríssimo! Careca acertou uma cabeçada na trave. Porém, ninguém balançou as redes. Era hora de cobranças de pênalti para definir o semi-finalista do Mundial. Era a primeira vez na história que o Brasil decidiria uma Copa do Mundo nos pênaltis. E começou mal: logo na primeira cobrança, Sócrates perdeu, com Bats voltando a defender. Alemão converteu. A terceira seria a vez de Zico novamente cobrar. Desta vez ele fez. Branco também marcou. Na quarta cobrança francesa, Platini isolou sua cobrança por cima do gol. O Brasil voltava a ter esperanças! Restavam as cobranças de Júlio César e Luis Fernández. O zagueiro brasileiro disparou um violento petardo para o gol, e a bola explodiu na trave! O francês não desperdiçou: França 4 x 3 Brasil. Acabava naquele momento o esperançoso sonho mexicano dos brasileiros.
Nas quartas de final, três das quatro disputas foram decididas nos pênaltis: a França tirou ao Brasil, a Alemanha eliminou ao México, e a surpreendente Bélgica tirou à Espanha. No único jogo que não foi a pênaltis, a Argentina venceu à Inglaterra por 2 x 1, na mítica partida na qual houve um gol de mão marcado por Maradona, e a mesma partida na qual o camisa 10 argentino marcou um gol antológico, partindo com a bola de antes do meio de campo e driblando meio time inglês.
Na semi-final, a Alemanha tirou a França e a Argentina tirou a Bélgica. O conjunto argentino era mediano, mas Maradona vinha tendo atuações soberbas! Os alemães, treinados por seu herói Franz Beckenbauer, estrela da conquista da Copa de 74, tinham um conjunto mais forte. Na Final, no duelo entre um conjunto tático contra a individualidade técnica, os argentinos saíram na frente, com gols de José Luís Brown e Jorge Valdano. A fatura parecia liquidada, mas com dois gols em seis minutos, tendo o segundo saído a cinco minutos do fim, os alemães buscaram o empate, com Rummenigge e Voller. Um jogo de futebol magistral! Uma final épica! E o jogo foi heroicamente decidido três minutos depois do empate alemão, aos 43 minutos do 2º tempo! Jorge Burruchaga foi lançado, penetrou na área e marcou o 3 a 2 definitivo. A Argentina, pela segunda vez na história, era a campeã do mundo. O México havia visto as duas maiores atuações individuais da história do futebol mundial: Pelé na Copa do Mundo de 1970 e Maradona na Copa do Mundo de 1986.
Apesar da campanha bem mediana, a Seleção Brasileira conseguiu mais uma vez emplacar um de seus jogadores na seleção da FIFA de melhores da Copa, que ficou sendo formada por: Harald Schumacher (Alemanha), Josimar (Brasil), Amoros (França), Bossis (França) e Ceulemans (Bélgica); Felix Magath (Alemanha), Michel Platini (França) e Maradona (Argentina); Gary Lineker (Inglaterra), Elkjaer (Dinamarca) e Butrageño (Espanha). Entre 1938 e 1986, em 11 edições do Mundial, era a 10ª vez que havia ao menos um brasileiro no "Onze Ideal".
JOGOS NO ANO:
12/03/1986 - BRASIL 0 x 2 ALEMANHA OCIDENTAL
Amistoso - Waldstadion, Frankfurt, Alemanha Ocidental
Gols: Briegel (2'1T) e Allofs (43'2T)
Brasil: Carlos (Corinthians), Édson Boaro (Corinthians), Oscar (São Paulo), Mozer (Flamengo) e Dida (Coritiba); Falcão (São Paulo), Sócrates (Flamengo) e Casagrande (Corinthians); Muller (São Paulo) (Marinho (Bangu)), Careca (São Paulo) e Sidney (São Paulo) (Éder (Atlético Mineiro)).
Téc: Telê Santana
Alemanha: Harald Schumacher (Koln), Andreas Brehme (Kaiserslautern), Matthias Herget (Bayer Uerdingen), Ditmar Jakobs (Hamburgo) (Guido Buchwald (Stuttgart)) e Hans Peter Briegel (Hellas Verona/ITA); Wolfgang Rolff (Hamburgo), Olaf Thon (Schalke 04), Lothar Matthaus (Bayern Munique) e Felix Magath (Hamburgo); Frank Mill (Borussia Monchengladbach) (Heinz Grundel (Hamburgo)) e Karl-Heinz Rummenigge (Internazionale/ITA) (Klaus Allofs (Koln)).
Téc: Franz Beckenbauer
16/03/1986 - BRASIL 0 x 3 HUNGRIA
Amistoso - Nepstadion, Budapeste, Hungria
Gol: Detari (5'1T), Kovacs (15'2T) e Esterhazy (27'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Édson Boaro (Corinthians), Oscar (São Paulo), Mozer (Flamengo) e Dida (Coritiba); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo) e Silas (São Paulo); Renato Gaúcho (Grêmio), Casagrande (Corinthians) e Sidney (São Paulo) (Muller (São Paulo)).
Téc: Telê Santana
Hungria: Peter Disztl (Videoton), Sandor Sallai (Honved), Jozsef Kardos (Ujpest), Imre Garaba (Honved) (Jozsef Csuhay (Videoton)) e Jozsef Varga (Denizlispor); Peter Hannich (Gyori), Antal Nagy (Honved) e Lajos Detari (Honved); Jozsef Kiprich (Tatabanyai) (Kalman Kovacs (Honved)), Gyorgy Bognar (MTK) (Gyozo Burcsa (Auxerre/FRA)) e Marton Esterhazy (AEK Atenas/GRE).
Téc: Gyorgy Mezey
01/04/1986 - BRASIL 4 x 0 PERU
Amistoso - Estádio Castelão, São Luís
Gols: Casagrande (12'1T) e (8'2T), Alemão (35'2T) e Careca (44'2T)
Brasil: Paulo Victor (Fluminense), Édson Boaro (Corinthians), Oscar (São Paulo), Mauro Galvão (Internacional) e Branco (Fluminense) (Dida (Coritiba)); Elzo (Atlético Mineiro), Falcão (São Paulo) e Sócrates (Flamengo) (Alemão (Botafogo)); Renato Gaúcho (Grêmio) (Muller (São Paulo)), Casagrande (Corinthians) (Careca (São Paulo)) e Éder (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
Peru: Humberto Valdettaro (Sporting Cristal), Carlos Castro (San Agustin), Jorge Reynoso (Alianza Lima), Carlos Isusqui (Sporting Cristal) e Víctor Alcázar (San Agustin); Cedric Vázquez (Deportivo Municipal), Roberto Martínez (San Agustin) e Juan Carlos Cabanillas (Universitario); Jesus Torrealva (Universitario) (Humberto Correa (San Agustin)), César Loyola (Sporting Cristal) e Juan Caballero (Independiente Santa Fé/COL).
Téc: Manuel Mayorga
08/04/1986 - BRASIL 3 x 0 ALEMANHA ORIENTAL
Amistoso - Estádio Serra Dourada, Goiânia
Gols: Muller (11'1T), Alemão (36'1T) e Careca (14'2T)
Brasil: Gilmar Rinaldi (São Paulo), Leandro (Flamengo) (Édson Boaro (Corinthians)), Júlio César (Guarani), Mozer (Flamengo) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo), Falcão (São Paulo) e Casagrande (Corinthians); Muller (São Paulo) e Careca (São Paulo).
Téc: Telê Santana
Alemanha OR: René Muller (Lokomotiv Leipzig), Ronald Kreer (Lokomotiv Leipzig) (Detlef Schossler (Magdeburgo)), Frank Rohde (Dínamo Berlim), Carsten Sanger (Rot-Weiss Erfurt) e Uwe Zotzsche (Lokomotiv Leipzig); Hans-Uke Pilz (Dínamo Dresden), Raif Minge (Dínamo Dresden) (Jorg Stubner (Dínamo Dresden)) e Matthias Liebers (Lokomotiv Leipzig); Andreas Thom (Dínamo Berlim), Henry Lesser (Carl Zeiss Jena) e Rainer Ernst (Dínamo Berlim) (Damian Halata (Magdeburgo)).
Téc: Bernd Stange
17/04/1986 - BRASIL 3 x 0 FINLÂNDIA
Amistoso - Estádio Mané Garrincha, Brasília
Gols: Marinho (25'1T), Oscar (43'2T) e Casagrande (44'2T)
Brasil: Carlos (Corinthians) (Paulo Victor (Fluminense)), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Mozer (Flamengo) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Sócrates (Flamengo) (Silas (São Paulo)) e Marinho (Bangu); Muller (São Paulo) (Casagrande (Corinthians)), Careca (São Paulo) e Edivaldo (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
Finlândia: Ismo Korhonen (Kuusysi Lahti), Aki Lahtinen (Keps), Jukka Ikalainen (Keps), Jyrki Nieminen (HJK Helsinki) (Ismo Lius (Kuusysi Lahti)) e Mikael Granskog (IFK); Hannu Turunen (Kups), Esa Pekonen (Kuusysi Lahti) e Kari Ukkonen (Cercle Brugge/BEL) (Petri Tiainen (Kuusysi Lahti)); Pasi Rautianen (Arminia Bielefeld/ALE), Jari Rantanen (Beerschot) e Ari Hjelm (Ilves Tampere) (Ari Valvee (HJK Helsinki)).
Téc: Martti Kuusela
30/04/1986 - BRASIL 4 x 2 IUGOSLÁVIA
Amistoso - Estádio do Arruda, Recife
Gols: Zico (29'1T), Gracan (42'1T), Jankovic (10'2T), Zico (14'2T) e (31'2T), e Careca (35'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras) (Gilmar Rinaldi (São Paulo)), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Mozer (Flamengo) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Falcão (São Paulo) (Alemão (Botafogo)) e Zico (Flamengo) (Silas (São Paulo)); Renato Gaúcho (Grêmio) (Muller (São Paulo)), Casagrande (Corinthians) (Careca (São Paulo)) e Edivaldo (Atlético Mineiro) (Dirceu (Como/ITA)).
Téc: Telê Santana
Iugoslávia: Zivan Ljukovcan (Estrela Vermelha) (Ranko Stojic (Dínamo Zagreb)), Branko Miljus (Hajduk Split), Marko Elsner (Estrela Vermelha), Ljubomir Radanovic (Partizan) e Mirsad Baljic (Zeljeznicar); Milan Jankovic (Estrela Vermelha) (Zoran Vulic (Hajduk Split)), Mehmed Bazdarevic (Zeljeznicar), Nenad Gracan (Rijeka) e Haris Skoro (Zeljeznicar); Blaz Sliskovic (Hajduk Split) (Mitar Mrkela (Estrela Vermelha)) e Zlatko Vujovic (Hajduk Split) (Marko Mlinaric (Dínamo Zagreb)).
Técs: Ivan Toplak e Ivica Osim
07/05/1986 - BRASIL 1 x 1 CHILE
Amistoso - Estádio Pinheirão, Curitiba
Gols: Mariano Puyol (26'1T) e Casagrande (36'2T)
Brasil: Carlos (Corinthians), Leandro (Flamengo) (Édson Boaro (Corinthians)), Oscar (São Paulo), Edinho (Udinese/ITA) e Júnior (Torino/ITA); Elzo (Atlético Mineiro) (Alemão (Botafogo)), Falcão (São Paulo) e Zico (Flamengo) (Sócrates (Flamengo)); Muller (São Paulo) (Casagrande (Corinthians)), Careca (São Paulo) e Dirceu (Como/ITA).
Téc: Telê Santana
Chile: Roberto Rojas (Colo Colo), Rubén Espinoza (Universidad Católica), Manuel Araya (Cobresal), Manuel Pellegrini (Universidad de Chile) e Oscar Reyes (Universidad de Chile); Luis Valenzuela (Cobresal), Jaime Vera (Colo Colo) (Jaime Pizarro (Colo Colo)) e Juan Soto (Naval); Marco Figueroa (Everton), Ivo Basay (Everton) (Fernando Astengo (Colo Colo)) e Mariano Puyol (Universidad de Chile).
Téc: Luis Ibarra
01/06/1986 - BRASIL 1 x 0 ESPANHA
Copa do Mundo - Estádio Jalisco, Guadalajara, México
Gol: Sócrates (17'2T)
Brasil: Carlos (Corinthians), Édson Boaro (Corinthians), Júlio César (Guarani), Edinho (Udinese/ITA) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo), Júnior (Torino/ITA) (Falcão (São Paulo)) e Sócrates (Flamengo); Casagrande (Corinthians) (Muller (São Paulo)) e Careca (São Paulo).
Téc: Telê Santana
Espanha: Andoni Zubizarreta (Barcelona), Tomás Reñones (Atlético de Madrid), Antonio Maceda (Real Madrid), Andoni Goikoetxea (Athletic Bilbao) e Antonio Camacho (Real Madrid); Víctor Muñoz (Barcelona), Francisco López (Sevilla) (Juan Senõr (Zaragoza)) e Michel (Real Madrid); Julio Alberto Moreno (Barcelona), Emilio Butragueño (Real Madrid) e Julio Salinas (Atlético de Madrid).
Téc: Miguel Muñoz
06/06/1986 - BRASIL 1 x 0 ARGÉLIA
Copa do Mundo - Estádio Jalisco, Guadalajara, México
Gol: Careca (21'2T)
Brasil: Carlos (Corinthians), Édson Boaro (Corinthians) (Falcão (São Paulo)), Júlio César (Guarani), Edinho (Udinese/ITA) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo), Júnior (Torino/ITA) e Sócrates (Flamengo); Casagrande (Corinthians) (Muller (São Paulo)) e Careca (São Paulo).
Téc: Telê Santana
Argélia: Nacer Drid (Oran), Abdallah Medjadi (Monaco/FRA), Fodil Megharia (Chlef), Mahmoud Guendouz (El Biar) e Faouzi Mansouri (Montpellier/FRA); Kaci Said (Kouba), Abdelhamid Ben Mabrouck (Racing Paris/FRA), Rabah Madjer (Porto/POR) e Lakhdar Belloumi (Mascara) (Djamel Zidane (Waterschei)); Salah Assad (Mulhouse) (Tedj Bensaoula (Le Havre/FRA) e Djamel Menad (Tizi Ouzou).
Téc: Rabah Saâdane
12/06/1986 - BRASIL 3 x 0 IRLANDA DO NORTE
Copa do Mundo - Estádio Jalisco, Guadalajara, México
Gols: Careca (15'1T), Josimar (42'1T) e Careca (42'2T)
Brasil: Carlos (Corinthians), Josimar (Botafogo), Júlio César (Guarani), Edinho (Udinese/ITA) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo), Júnior (Torino/ITA) e Sócrates (Flamengo) (Zico (Flamengo)); Muller (São Paulo) (Casagrande (Corinthians)) e Careca (São Paulo).
Téc: Telê Santana
Irlanda do Norte: Pat Jennings (Tottenham/ING), Jimmy Nicholl (West Bromwich/ING), Alan McDonald (Queen's Park Rangers/ING), John O'Neill (Leicester/ING) e Mal Donachy (Luton Town); Dave Campbell (Nottingham Forest/ING) (Gerry Armstrong (West Bromwich/ING)), David McCreery (Newcastle/ING), Sammy McIlroy (Orgryte/SUE) e Colin Clarke (Bournemouth/ING); Ian Stewart (Newcastle/ING) e Norman Whiteside (Manchester United/ING) (Billy Hamilton (Oxford United/ING)).
Téc: Billy Bingham
16/06/1986 - BRASIL 4 x 0 POLÔNIA
Copa do Mundo - Estádio Jalisco, Guadalajara, México
Gols: Sócrates (30'1T), Josimar (10'2T), Edinho (34'2T) e Careca (38'2T)
Brasil: Carlos (Corinthians), Josimar (Botafogo), Júlio César (Guarani), Edinho (Udinese/ITA) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo), Júnior (Torino/ITA) e Sócrates (Flamengo) (Zico (Flamengo)); Muller (São Paulo) (Silas (São Paulo)) e Careca (São Paulo).
Téc: Telê Santana
Polônia: Jozef Mlynarczyk (Porto/POR), Roman Wojcicki (Hamburgo/ALE), Kazimierz Przybys (Widzew Lodz) (Jan Furtok (Katowice), Stefan Majewski (Kaiserslautern/ALE) e Marek Ostrowski (Pogon Szczecin); Jan Urban (Gornik Zabrze) (Wladyslaw Zmuda (Cremonese/ITA)), Jan Karas (Legia Varsóvia), Ryszard Tarasiewicz (Slask Wroclaw) e Zbigniew Boniek (Roma/ITA); Dariusz Dziekanowski (Legia Varsóvia) e Wlodzimierz Smolarek (Eintracht Frankfurt/ALE).
Téc: Antoni Piechniczek
21/06/1986 - BRASIL 1 x 1 FRANÇA (pen: 3 x 4)
Copa do Mundo - Estádio Jalisco, Guadalajara, México
Gols: Careca (17'1T) e Michel Platini (40'1T)
Brasil: Carlos (Corinthians), Josimar (Botafogo), Júlio César (Guarani), Edinho (Udinese/ITA) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo), Júnior (Torino/ITA) (Silas (São Paulo)) e Sócrates (Flamengo); Muller (São Paulo) (Zico (Flamengo)) e Careca (São Paulo).
Téc: Telê Santana
França: Joel Bats (Paris Saint-Germain), Manuel Amoros (Monaco), Patrick Battiston (Bordeaux), Maxime Bossis (Racing Paris) e Thierry Tusseau (Bordeaux); Luis Fernández (Paris Saint-Germain), Jean Tiganá (Bordeaux), Alain Giresse (Bordeaux) (Jean-Marc Ferreri (Auxerre)) e Michel Platini (Juventus/ITA); Dominique Rocheteau (Paris Saint-Germain) (Bruno Bellone (Monaco)) e Yannick Stopyra (Toulouse).
Téc: Henri Michel
Pênaltis: Sócrates (Bats defendeu), Stopyra (0 x 1), Alemão (1 x 1), Amoros (1 x 2), Zico (2 x 2), Bellone (2 x 3), Branco (3 x 3), Michel Platini (para fora), Júlio César (na trave) e Luís Fernández (3 x 4)
RESUMO:
Seleção Brasileira de 1986:
Carlos (Corinthians), Josimar (Botafogo) (Édson Boaro (Corinthians)), Júlio César (Guarani), Edinho (Udinese/ITA) e Branco (Fluminense); Elzo (Atlético Mineiro), Alemão (Botafogo), Júnior (Torino/ITA) e Sócrates (Flamengo); Muller (São Paulo) (Casagrande (Corinthians)) e Careca (São Paulo).
Artilharia: Careca (8), Casagrande (4), Zico (3), Sócrates (2), Josimar (2), Alemão (2), Muller (1), Marinho (1), Oscar (1) e Edinho (1)
Participação:
12 jogos: Muller
11 jogos: Elzo e Careca
10 jogos: Alemão e Wálter Casagrande
9 jogos: Branco e Sócrates
8 jogos: Carlos
7 jogos: Édson Boaro e Falcão
6 jogos: Júlio César, Oscar, Edinho e Júnior
5 jogos: Carlos Mozer, Silas e Zico
4 jogos: Leandro
3 jogos: Josimar, Dida e Renato Gaúcho
2 jogos: Emerson Leão, Paulo Victor, Gilmar Rinaldi, Marinho, Edivaldo, Dirceu, Sidney e Éder Aleixo
1 jogo: Mauro Galvão





















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