A Seleção Brasileira seguia vencendo e não convencendo. Não perdia, mas o time de Zagallo não conseguia mais repetir o poderio ofensivo de quando tinha Pelé. Também teve que conviver com a perda de Tostão, em função de um deslocamento crônico de retina, que o forçou a parar de jogar futebol aos 26 anos, pois qualquer choque mais forte na cabeça poderia deixá-lo cego. Ele passou por duas intervenções cirúrgicas nos Estados Unidos, a primeira em 1969 e a segunda em 1973, mas nenhuma das duas conseguiu reverter a gravidade da lesão.
Em 1974, antes da Copa do Mundo, o Brasil jogou 12 partidas sem perder nenhuma, nas quais obteve 8 vitórias e 4 empates. Mas criava muito poucas oportunidades no ataque. Começou o ano com uma série de 9 amistosos preparatórios no Brasil, aproveitando a constância com que era visitado por seleções europeias.
Os primeiros três jogos foram no Maracanã, um empate contra o México por 1 a 1, e duas vitórias magras por 1 a 0 sobre Tchecoslováquia e Bulgária, em ambas com gols no apagar das luzes, nos minutos finais de partida. Venceu então à Romênia por 2 a 0 no Morumbi e ao Haiti por 4 a 0 em Brasília. Mas logo regressou à rotina de não ter suficiente ofensividade, obtendo dois empates seguidos sem gols, contra a Grécia no Maracanã e a Áustria no Morumbi. Excluindo o confronto contra o Haiti, um adversário de maior deficiência técnica, nos demais 6 jogos, marcou apenas 5 gols. O ataque não funcionava! Em compensação, a defesa estava quase impenetrável, tendo sofrido apenas 1 gol nestas 7 primeiras partidas do ano.
Nos dois últimos amistosos em seu território, venceu à Irlanda por 2 a 1 e ao Paraguai por 2 a 0. Viajou então para a Europa. Mas Zagallo ainda estava indeciso em relação a quais seriam seus onze titulares. Realizou três jogos preparatórios contra clubes e combinados, e permaneceu indeciso. Parece ter se convencido apenas de que Dirceu era o titular da ponta-esquerda. Entre seus dois companheiros de ataque, não sabia se colocava Jairzinho, Valdomiro, Leivinha ou César Maluco.
Rivellino
A 10ª Copa do Mundo foi jogada na Alemanha Ocidental. Os 16 participantes eram 9 europeus, 4 sul-americanos, mais Austrália, Haiti e Zaire. Foi a primeira participação de um africano no Mundial de futebol. Nas Eliminatórias das Américas do Norte e Central houve a primeira grande surpresa: o Haiti eliminou ao México. Na Europa, Inglaterra e França também acabaram eliminadas, tendo os ingleses caído para a surpreendente equipe da Polônia. Por fim, houve a presença das duas Alemanhas não só na mesma Copa como dividindo o mesmo grupo; e proporcionando um resultado surpreendente e histórico: a Alemanha Oriental (metade comunista) venceu à Alemanha Ocidental (metade capitalista) por 1 a 0, naquela que foi a única derrota da equipe que viria a ser a campeã daquela Copa do Mundo.
O sistema de disputa mudou. Na 1ª Fase mantinham-se 4 grupos de quatro, com os dois primeiros colocados de cada grupo avançando à 2ª Fase, onde se dava a novidade: estes se dividiam em dois grupos de quatro, com o vencedor de cada grupo fazendo a final. Este formato foi utilizado nas Copas do Mundo de 1974 e 1978.
O Grupo 1 tinha Alemanha Ocidental, Alemanha Oriental, Chile e Austrália. O Grupo 2 tinha Brasil, Iugoslávia, Escócia e Zaire. O Grupo 3 tinha Uruguai, Suécia, Holanda e Bulgária. E o Grupo 4 tinha Argentina, Itália, Polônia e Haiti. A surpresa da fase inicial foi a eliminação prematura da Itália, então vice-campeã mundial, que acabou derrubada pela Polônia. O Uruguai, bi-campeão mundial, derrotado por Holanda e Suécia, também acabou eliminado na 1ª Fase.
O Brasil começou a Copa no mesmo ritmo que vinha jogando nos amistosos preparatórios, com um jogo nada atraente, nem envolvente, absolutamente carente de ofensividade. Um futebol mais aguerrido do que técnico. Nos dois primeiros jogos, dois empates sem gols, contra Iugoslávia e Escócia. No terceiro jogo, o adversário era o estreante e fragilíssimo Zaire. A Seleção Brasileira precisava de uma vitória por três gols para obter a classificação. A Iugoslávia os havia vencido por implacáveis 9 a 0, e a Escócia por magros 2 a 0. Havia a expectativa por parte dos torcedores brasileiros de uma acachapante goleada, mas o Brasil fez os 3-0 de que precisava e, sem empolgar, garantiu vaga na fase seguinte.
Na segunda fase, o Grupo E ficou com Brasil, Argentina, Holanda e Alemanha Oriental. Brasileiros e argentinos despontavam favoritos, mas o time holandês vinha jogando um futebol muito dinâmico, surpreendendo a seus adversários. Na 1ª fase, a Holanda venceu ao Uruguai por 2 a 0, empatou sem gols com a Suécia e fez 4 a 1 na Bulgária. Do outro lado, no Grupo F, estavam Alemanha Ocidental, Iugoslávia, Polônia e Suécia.
O Brasil começou com uma vitória magra por 1 a 0 sobre os alemães orientais, mais uma vez com um futebol sem criatividade e sem ofensividade, que criava muito poucas oportunidades de gol. Um futebol bucólico e sem brilho. Mas no jogo seguinte o Brasil venceu à Argentina, seu maior rival, por 2 a 1, ganhando confiança e enchendo seus torcedores de esperança para voltar a chegar a uma final de Mundial. Os argentinos já tinham sofrido uma implacável goleada por 4 x 0 para os holandeses, tendo sido eliminados naquele jogo, que foi o primeiro confronto na história entre Brasil e Argentina numa Copa do Mundo.
Paulo César Caju e Jairzinho, gol da vitória sobre a Argentina
O time de Zagallo foi confiante para enfrentar à surpreendente Holanda, algoz de Uruguai e Argentina. Os holandeses só haviam jogado as Copas de 1934 e 1938 e sendo, portanto, considerados quase que estreantes em Mundial. O Brasil, três vezes campeão do mundo, dava-se ao direito de ter a presunção de não poder ser derrotado por uma equipe sem tradição no futebol. Ainda que do outro lado estivessem craques do quilate de Cruijff, Neeskens e Rensenbrink. A equipe que foi apelidada de "Carrossel Holandês" e "Laranja Mecânica". Um timaço que revolucionou a história do futebol.
Os comandados do treinador Rinus Michel jogavam um futebol dinâmico, com uma postura tática nova e inovadora, na qual se atacava e se defendia em grandes blocos compactos de jogadores. O ápice do que se entendia na época como "futebol total". Os jogadores invertiam suas posições no campo constantemente, retinham a posse de bola, e trocavam muitos passes. Era uma forma de jogar menos estática, de muita movimentação. O grande cérebro da equipe era o magistral Johan Cruijff. A seu lado, quase tão genial quanto ele, estava Johan Neeskens, junto a outros belíssimos jogadores de futebol, como Suurbier, Krol, Rep e Rensenbrink.
O primeiro tempo de Brasil e Holanda terminou sem gols. Logo no início da etapa final os holandeses mostraram seu cartão de visitas, abrindo o placar, com gol de Neeskens. Quinze minutos depois, aos 20 minutos, Cruijff ampliou. A Seleção Brasileira, completamente envolvida pelo adversário, e sem conseguir demonstrar qualquer sinal de reação, apelou então para a violência, desandando a fazer faltas para diminuir o ímpeto holandês. Luís Pereira acabou expulso. Um vexame! Fim da linha para a Seleção Brasileira. A Holanda chegava pela primeira vez em sua história a uma final de Copa do Mundo.
Marinho Peres e Johann Cruijff
A máquina holandesa de jogar futebol avançou para fazer a final contra a Alemanha Ocidental. Com dois minutos de jogo Neeskens abriu o marcador. Mas no que parecia uma repetição da epopeia alemã vinte anos antes, quando esta superou à Hungria de Puskas, o time virou ainda no primeiro tempo, com gols de Breitner e Gerd Muller. Ficou nisto: Alemanha 2 x 1 Holanda. Os alemães conquistavam seu segundo título mundial comandados por Helmut Schon, e donos de um futebol que também se enquadrava no estilo "futebol total", com um jogo compactado e dinâmico na movimentação pelo campo de jogo. Também era um timaço: Sepp Maier, Berti Vogts, Schwarzenbek, Franz Beckenbauer e Breitner; Hoeness, Bonhof e Overath; Grabowski, Gerd Muller e Holzenbein.
A Seleção Brasileira ainda seria derrotada por 1 a 0 pela Polônia na decisão de terceiro lugar. Terminou a Copa do Mundo em 4º lugar (um desempenho que em quase todos os países do planeta seria considerado muito bom, mas não onde se havia acostumado a ser campeão mundial, e a jogar um futebol bonito e ofensivo. Ainda houve margem para a presença de um brasileiro no "Onze Ideal" escolhido pela FIFA, formado por: Tomaszewski (Polônia), Berti Vogts (Alemanha Ocidental), Franz Beckenbauer (Alemanha Ocidental), Suurbier (Holanda) e Marinho Chagas (Brasil); Deyna (Polônia), Neeskens (Holanda), Cruijff (Holanda) e Overath (Alemanha Ocidental); Lato (Polônia) e Rensenbrink (Holanda). Só jogadores dos quatro primeiros colocados do Mundial.
JOGOS NO ANO:
31/03/1974 - BRASIL 1 x 1 MÉXICO
Amistoso - Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
Gols: Jairzinho (2'2T) e Manuel Manzo (8'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Alfredo Mostarda (Palmeiras), Luís Pereira (Palmeiras) e Marco Antônio (Fluminense); Carbone (Botafogo), Carpegiani (Internacional) (Leivinha (Palmeiras)) e Ademir da Guia (Palmeiras); Jairzinho (Botafogo), Mirandinha (São Paulo) (Enéas (Portuguesa de Desportos)) e Rivellino (Corinthians).
Téc: Mário Zagallo
México: Rafael Puente (Atlante), René Trujillo (América), Gustavo Peña (Jalisco), Eduardo Ramos (Toluca) e Javier Sánchez Galindo (Cruz Azul); Antonio De La Torre (América), Juan González (Monterrey) e Manuel Manzo (Atlético Español); José Valdés (León) (Rubén Anguiano (Zacatepec)), Enrique Borja (América) e Horacio López Salgado (Cruz Azul) (Pedro Damián Álvarez (Monterrey)).
Téc: Ignacio "Gallo" Jáuregui
07/04/1974 - BRASIL 1 x 0 TCHECOSLOVÁQUIA
Amistoso - Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
Gol: Marinho Chagas (43'2T)
Brasil: Wendell (Botafogo), Zé Maria (Corinthians), Wilson Piazza (Cruzeiro), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Carbone (Botafogo), Carpegiani (Internacional) e Ademir da Guia (Palmeiras); Jairzinho (Botafogo), Mirandinha (São Paulo) (Leivinha (Palmeiras)) e Edu (Santos).
Téc: Mário Zagallo
Tchecos: Alexander Vencel (Slovan Bratislava), Jan Pivarnik (Slovan Bratislava), Vaclav Samek (Dukla Praga) (Rostislav Vojacek (Banik Ostrava)), Anton Ondrus (Slovan Bratislava) e Jaroslav Bendl (Dukla Praga); Ladislav Kuna (Spartak Trnava), Premysl Bicovsky (Sklo Union Teplice) e Miroslav Gajdusek (Dukla Praga) (Antonin Panenka (Bohemians Praga)); Bohumil Vesely (Sparta Praga), Zdenek Nehoda (Dukla Praga) e Jan Jarkovsky (Bohemians Praga).
Téc: Vaclav Jezek
14/04/1974 - BRASIL 1 x 0 BULGÁRIA
Amistoso - Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
Gol: Jairzinho (40'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Wilson Piazza (Cruzeiro), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Clodoaldo (Santos), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Leivinha (Palmeiras) (Mirandinha (São Paulo)) e Edu (Santos).
Téc: Mário Zagallo
Bulgária: Simeon Simeonov (CSKA Sofia), Nikola Kordov (Beroe Stara Zagora), Georgi Hristakiev (Lokomotiv Sofia), Kiril Stankov (CSKA Sofia) e Viden Apostolov (Trakia Plovdiv); Plamen Yankov (CSKA Sofia), Dimitar Mumdzhiev (Etar Tarnovo) e Nikodimov (CSKA Sofia); Mladen Vasilev (Akademik Sofia), Bozhidar Grigorov (Slavia Sofia) e Dimitar Dimitrov (Beroe Stara Zagora).
Téc: Stoyan Ormandzhiev
17/04/1974 - BRASIL 2 x 0 ROMÊNIA
Amistoso - Estádio do Morumbi, São Paulo, Brasil
Gols: Leivinha (9'1T) e Edu (20'1T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Wilson Piazza (Cruzeiro), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Clodoaldo (Santos) (Carbone (Botafogo)), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo) (Valdomiro (Internacional)), Leivinha (Palmeiras) e Edu (Santos).
Téc: Mário Zagallo
Romênia: Silviu Iorgulescu (Arad), Teodor Anghelini (Steagul Rosu), Dumitru Antonescu (Farul Constanta), Stefan Sames (Steaua Bucareste) e Gheorghe Cristache (Steaua Bucareste); Dudu Georgescu (Dínamo Bucareste), Cornel Dinu (Dínamo Bucareste) e Anghel Iordanescu (Steaua Bucareste) (Ilie Balaci (Universitatea Craiova)); Mircea Lucescu (Dínamo Bucareste), Attila Kun (Arad) e Dumitru Marcu (Universitatea Craiova).
Téc: Valentin Stanescu
21/04/1974 - BRASIL 4 x 0 HAITI
Amistoso - Estádio Hélio Prates da Silveira (posteriormente Estádio Mané Garrincha), Brasília
Gols: Paulo César Caju (27'1T), Rivellino (30'1T), Marinho Chagas (35'1T) e Edu (9'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Wilson Piazza (Cruzeiro), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Clodoaldo (Santos), Carpegiani (Internacional) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), César Lemos (Palmeiras) (Leivinha (Palmeiras)) e Paulo César Caju (Flamengo) (Edu (Santos)).
Téc: Mário Zagallo
Haiti: Henry Francillon (Victory), Pierre Bayonne (Violette), Ernst Jean-Joseph (Violette), Serge Racine (Aigle Noir) (Joseph-Marion Leandre (Haitien)) e Arsene Auguste (Haitien); Philippe Vorbe (Violette), Jean-Claude Désir (Aigle Noir) e Eduard Antoine (Haitien); Guy Saint-Vil (Violette) (Claude Barthelemy (Haitien)), Emmanuel Sannon (Don Bosco) e Roger Saint-Vil (Violette).
Téc: Antoine Tassy
28/04/1974 - BRASIL 0 x 0 GRÉCIA
Amistoso - Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
Brasil: Leão (Palmeiras), Nelinho (Cruzeiro), Wilson Piazza (Cruzeiro), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Clodoaldo (Santos) (Carbone (Botafogo)), Carpegiani (Internacional) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), César Lemos (Palmeiras) (Leivinha (Palmeiras)) e Edu (Santos).
Téc: Mário Zagallo
Grécia: Panayotis Ekonomopoulos (Panathinaikos), Theodoros Pallas (Aris Salonica), Konstandinos Kambas (Panathinaikos), Dimitrios Synethopoulos (Olympiakos) e Konstandinos Iosifidis (PAOK Salonica); Konstandinos Eleftheriakis (Panathinaikos), Christos Terzanidis (PAOK Salonica) e Dimitrios Domazos (Panathinaikos); Georgios Delikaris (Olympiakos) (Thomas Mavros (Panionios)), Antonis Antoniadis (Panathinaikos) e Stavros Sarafis (PAOK Salonica).
Téc: Alketas Panagoulias
01/05/1974 - BRASIL 0 x 0 ÁUSTRIA
Amistoso - Estádio do Morumbi, São Paulo
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians) (Nelinho (Cruzeiro)), Marinho Pérez (Santos), Wilson Piazza (Cruzeiro) e Marinho Chagas (Botafogo); Carbone (Botafogo), Carpegiani (Internacional) (César Lemos (Palmeiras)) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Leivinha (Palmeiras) e Edu (Santos).
Téc: Mário Zagallo
Áustria: Herbert Rettensteiner (Linz), Hans Eigenstiller (Wacker Innsbruck), Edi Krieger (Austria Viena), Werner Kriess (Wacker Innsbruck) e Heinrich Strasser (Admira Wacker); Karl Daxbacher (Austria Viena), Norbert Hof (Rapid Viena) e Kurt Jara (Valencia/ESP); Josef Stering (Linz), Hans Krankl (Rapid Viena) (Geza Gallos (Linz)) e Helmut Koglberger (Austria Viena).
Téc: Leopold Stastny
05/05/1974 - BRASIL 2 x 1 IRLANDA
Amistoso - Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
Gols: Leivinha (5'2T), Rivellino (11'2T) e Terry Mancini (25'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Carbone (Botafogo), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), César Lemos (Palmeiras) e Leivinha (Palmeiras).
Téc: Mário Zagallo
Irlanda: Peter Thomas (Waterford/ING), Joe Kinnear (Tottenham/ING), Paddy Mulligan (Crystal Palace/ING), Terry Mancini (Queen's Park Rangers/ING) e Jimmy Holmes (Coventry City/ING) (Tony Dunne (Bolton/ING)); Eoin Hand (Portsmouth/ING), Mick Martin (Manchester United/ING) e Johnny Giles (Leeds United/ING); Terry Conroy (Stoke City/ING), Ray Treacy (Preston North End) (Gerry Daly (Manchester United/ING)) e Don Givens (Queen's Park Rangers/ING).
Téc: Johnny Giles
12/05/1974 - BRASIL 2 x 0 PARAGUAI
Amistoso - Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
Gols: Marinho Pérez (7'1T) e Rivellino (19'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras) (Wendell (Botafogo)), Zé Maria (Corinthians), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Wilson Piazza (Cruzeiro), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), César Lemos (Palmeiras) e Leivinha (Palmeiras).
Téc: Mário Zagallo
Paraguai: Ever Almeida (Olimpia), Julián Morales (Olimpia), Aníbal Bordon (Olimpia), Alcides Sosa (Olimpia) e Rufino León (Olimpia); Carlos Jara Saguier (Cerro Porteño), Juvencio Osorio (Cerro Porteño) e Hugo Talavera (Cerro Porteño) (Lorenzo Espinoza (Olimpia)); Pedro Bareiro (Cerro Porteño), Jorge Insfrán (Olimpia) (Hugo Kiese (Olimpia)) e Carlos Báez (Cerro Porteño) (Osvaldo Aquino (Olimpia)).
Téc: Marcial Barrios
26/05/1974 - BRASIL 3 x 2 Combinado Kaiserslautern-Mainz (Alemanha)
Amistoso - Estádio Ludwigshafen, Munique, Alemanha Ocidental
Gols: Rivellino (2), Diehl, Valdomiro e Pirrung
Brasil: Wendell (Botafogo), Zé Maria (Corinthians) (Nelinho (Cruzeiro)), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Clodoaldo (Santos) (Wilson Piazza (Cruzeiro)), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Valdomiro (Internacional) (Edu (Santos)), César Lemos (Palmeiras) e Leivinha (Palmeiras).
Téc: Mário Zagallo
Combinado: Josef Elting (Kaiserslautern), Herbert Scheller (Mainz), Ernst Diehl (Kaiserslautern), Dietmar Schwager (Kaiserslautern) e Fritz Fuchs (Kaiserslautern); Peter Schwarz (Kaiserslautern), Hermann Bitz (Kaiserslautern) (Heinz Wilhelmi (Kaiserslautern)) e Klaus Ackermann (Kaiserslautern) (Reinhard Meier (Kaiserslautern)); Josef Pirrung (Kaiserslautern), Klaus Toppmoller (Kaiserslautern) e Gerd Klier (Mainz) (Norbert Janzon (Wormatia Worms)).
Técs: Erich Ribbeck e Gunter Jansen
30/05/1974 - BRASIL 1 x 1 Racing Strasbourg (França)
Amistoso - Estádio La Meinau, Strasburgo, França
Gols: Roland Wagner e César Lemos
Brasil: Wendell (Botafogo), Nelinho (Cruzeiro), Marinho Pérez (Santos) (Alfredo Mostarda (Palmeiras)), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Wilson Piazza (Cruzeiro), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Valdomiro (Internacional), César Lemos (Palmeiras) e Leivinha (Palmeiras) (Edu (Santos)).
Téc: Mário Zagallo
Racing: Dominique Dropsy, Gérald Zamojski (René Deutschmann), Jacques Pauvert, Jacky Duguépéroux e Gilbert Gress; Yves Ehrlacher, Ivan Hlevniak e Yvan Roy (Maurice Serrus); Roland Wagner, Gyora Spiegel e Gérard Hausser (Albert Gemmrich).
Téc: Robert Domergue
03/06/1974 - BRASIL 5 x 2 Basel (Suíça)
Amistoso - Estádio St. Jakob-Park, Basiléia, Suíça
Gols: Rivellino (3), Jairzinho, Valdomiro e Walter Balmer (2)
Brasil: Leão (Palmeiras), Nelinho (Cruzeiro), Alfredo Mostarda (Palmeiras), Wilson Piazza (Cruzeiro) e Marco Antônio (Fluminense); Clodoaldo (Santos) (Carpegiani (Internacional)), Paulo César Caju (Flamengo) (Dirceu (Botafogo)) e Rivellino (Corinthians) (Ademir da Guia (Palmeiras)); Jairzinho (Botafogo), César Lemos (Palmeiras) (Valdomiro (Internacional)) e Leivinha (Palmeiras).
Téc: Mário Zagallo
Basel: Marcel Kunz (Hans Müller), Jorg Stohler (Milos Rabacovic), Walter Mundschin, Paul Fischli e Peter Ramseier (Fritz Wirth); Karl Odermatt, Arthur Von Wartburg e Otto Demarmels; Walter Balmer, Ottmar Hitzfeld e Markus Tanner (Rudolf Wampfler).
Téc: Helmut Benthaus
13/06/1974 - BRASIL 0 x 0 IUGOSLÁVIA
Copa do Mundo - Estádio Wald, Frankfurt, Alemanha Ocidental
Brasil: Leão (Palmeiras), Nelinho (Cruzeiro), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Wilson Piazza (Cruzeiro), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Valdomiro (Internacional) e Leivinha (Palmeiras).
Téc: Mário Zagallo
Iugoslávia: Enver Maric (Velez Mostar), Ivan Buljan (Hajduk Split), Josip Katalinski (Zeljeznicar), Vladislav Bogicevic (Estrela Vermelha) e Enver Hadziabdic (Zeljeznicar); Drazen Muzinic (Hajduk Split), Branko Oblak (Hajduk Split) e Jovan Acimovic (Estrela Vermelha); Vladimir Petrovic (Estrela Vermelha), Ivica Surjak (Hajduk Split) e Dragan Dzajic (Estrela Vermelha).
Téc: Miljan Miljanic
18/06/1974 - BRASIL 0 x 0 ESCÓCIA
Copa do Mundo - Estádio Wald, Frankfurt, Alemanha Ocidental
Brasil: Leão (Palmeiras), Nelinho (Cruzeiro), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Wilson Piazza (Cruzeiro), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Mirandinha (São Paulo) e Leivinha (Palmeiras) (Carpegiani (Internacional)).
Téc: Mário Zagallo
Escócia: David Harvey (Leeds United/ING), Sandy Jardine (Glasgow Rangers), Jim Holton (Manchester United/ING), Martin Buchan (Manchester United/ING) e Danny McGrain (Celtic); Billy Bremner (Leeds United/ING), Davie Hay (Celtic) e Kenny Dalglish (Celtic); Willie Morgan (Manchester United/ING), Joe Jordan (Leeds United/ING) e Peter Lorimer (Leeds United/ING).
Téc: Willie Ormond
22/06/1974 - BRASIL 3 x 0 ZAIRE
Copa do Mundo - Parkstadion, Gelsenkirchen, Alemanha Ocidental
Gols: Jairzinho (13'1T), Rivellino (22'2T) e Valdomiro (34'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Nelinho (Cruzeiro), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Wilson Piazza (Cruzeiro) (Mirandinha (São Paulo)), Carpegiani (Internacional) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Leivinha (Palmeiras) (Valdomiro (Internacional)) e Edu (Santos).
Téc: Mário Zagallo
Zaire: Mwamba Kazadi (Mazembe), Ilunga Mwepu (Mazembe), Mwanza Mukombo (Mazembe), Tshimenu Bwanga (Mazembe) e Boba Lobilo (Vita); Mafu Kibonge (Vita), Mambwene Mana (Imana) e Adelard Mayanga (Vita); Kamunda Tshinabu (Mazembe) (Uba Kembo (Vita)), Mantantu Kidumu (Imana) (Massamba Kilasu (Bilima)) e Kalala N'Tumba (Vita).
Téc: Blagoje Vidinic
26/06/1974 - BRASIL 1 x 0 ALEMANHA ORIENTAL
Copa do Mundo - Estádio Niedersachsen, Hannover, Alemanha Ocidental
Gol: Rivellino (19'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Carpegiani (Internacional), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Valdomiro (Internacional) e Dirceu (Botafogo).
Téc: Mário Zagallo
Alemanha OR: Jurgen Croy (Sachsenring Zwickau), Lothar Kurbjuweit (Carl Zeiss Jena), Gerhard Kische (Hansa Rostock), Bernd Bransch (Carl Zeiss Jena) e Siegmar Watzlich (Dínamo Dresden); Konrad Weise (Carl Zeiss Jena), Jurgen Sparwasser (Magdeburgo) e Erich Hamann (Vorwarts Frankfurt) (Harald Irmscher (Carl Zeiss Jena)); Reinhard Lauck (Dínamo Dresden) (Wolfram Lowe (Lokomotiv Leipzig)), Joachim Streich (Hansa Rostock) e Martin Hoffmann (Magdeburgo).
Téc: Georg Buschner
30/06/1974 - BRASIL 2 x 1 ARGENTINA
Copa do Mundo - Estádio Niedersachsen, Hannover, Alemanha Ocidental
Gols: Rivellino (30'1T), Brindisi (34'1T) e Jairzinho (4'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Carpegiani (Internacional), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Valdomiro (Internacional) e Dirceu (Botafogo).
Téc: Mário Zagallo
Argentina: Daniel Carnevali (Las Palmas/ESP), Ramón Heredia (Atlético de Madrid/ESP), Ángel Bargas (Nantes/FRA), Rubén Glaría (San Lorenzo) e Francisco Sá (Independiente) (Jorge Carrascosa (Huracán)); Carlos Squeo (Racing), Miguel Brindisi (Huracán) e Mario Kempes (Rosario Central) (René Houseman (Huracán)); Carlos Babington (Huracán), Agustín Balbuena (Independiente) e Rubén Ayala (Atlético de Madrid/ESP).
Téc: Vladislao Cap
03/07/1974 - BRASIL 0 x 2 HOLANDA
Copa do Mundo - Estádio Westfalen, Dortmund, Alemanha Ocidental
Gols: Neeskens (5'2T) e Cruijff (20'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Carpegiani (Internacional), Paulo César Caju (Flamengo) (Mirandinha (São Paulo)) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Valdomiro (Internacional) e Dirceu (Botafogo).
Téc: Mário Zagallo
Holanda: Jan Jongbloed (Amsterdã), Wim Suurbier (Ajax), Wim Rijsbergen (Feyenoord), Ruud Krol (Ajax) e Arie Haan (Ajax); Wim Jansen (Feyenoord), Wim Van Hanegem (Feyenoord) e Johan Cruijff (Barcelona/ESP); Johnny Rep (Ajax), Johan Neeskens (Ajax) (Rinus Israel (Feyenoord)) e Rob Rensenbrink (Anderlecht/BEL) (Theo De Jong (Feyenoord)).
Téc: Rinus Michels
06/07/1974 - BRASIL 0 x 1 POLÔNIA
Copa do Mundo - Estádio Olímpico, Munique, Alemanha Ocidental
Gol: Lato (30'2T)
Brasil: Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Marinho Pérez (Santos), Alfredo Mostarda (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Carpegiani (Internacional), Ademir da Guia (Palmeiras) (Mirandinha (São Paulo)) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Valdomiro (Internacional) e Dirceu (Botafogo).
Téc: Mário Zagallo
Polônia: Jan Tomaszewski (LKS Lodz), Antoni Szymanowski (Wisla Cracóvia), Jerzy Gorgon (Gornik Zabrze), Wladyslaw Zmuda (Gwardia Warszawa) e Adam Musial (Wisla Cracóvia); Zygmunt Maszczyk (Ruch Chorzow), Kazimierz Deyna (Legia Varsóvia) e Henryk Kasperczak (Stal Mielec) (Leslaw Cmikiewicz (Legia Varsóvia)); Grzegorz Lato (Stal Mielec), Andrzej Szarmach (Gornik Zabrze) (Zdzislaw Kapka (Wisla Cracóvia)) e Robert Gadocha (Legia Varsóvia).
Téc: Kazimierz Gorski
RESUMO:
Seleção Brasileira de 1974:
Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Marinho Pérez (Santos), Luís Pereira (Palmeiras) e Marinho Chagas (Botafogo); Carpegiani (Internacional) (Wilson Piazza (Cruzeiro)), Paulo César Caju (Flamengo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Valdomiro (Internacional) e Leivinha (Palmeiras) (Dirceu (Botafogo)).
Artilharia: Rivellino (11), Jairzinho (5), Valdomiro (3), Edu (2), Marinho Chagas (2), Leivinha (2), Paulo César Caju (1), Marinho Pérez (1) e César Lemos (1)
Participação:
19 jogos: --
18 jogos: Rivellino
17 jogos: Marinho Chagas e Jairzinho
16 jogos: Emerson Leão e Luís Pereira
15 jogos: Leivinha
14 jogos: --
13 jogos: Zé Maria, Wilson Piazza e Paulo César Caju
12 jogos: Marinho Pérez e Paulo César Carpegiani
11 jogos: --
10 jogos: Valdomiro
9 jogos: Edu
8 jogos: Nelinho e César Lemos
7 jogos: Mirandinha
6 jogos: Clodoaldo e Carbone
5 jogos: Dirceu
4 jogos: Wendell, Alfredo Mostarda e Ademir da Guia
3 jogos: --
2 jogos: Marco Antônio
1 jogo: Enéas



























