O futebol brasileiro havia recuperado sua força ofensiva dos tempos de Pelé, e acumulava resultados bastante expressivos e crescentes desde 1976. Esperava-se que fosse consumada esta evolução com seu quarto título mundial em 82 na Espanha. Excluindo os amistosos contra clubes, combinados e sub-20, entre 1976 e 1979 - no acumulado dos trabalhos de Osvaldo Brandão e Cláudio Coutinho - em 44 partidas disputadas, a Seleção Brasileira havia vencido 28, empatado 13 e perdido apenas 3 vezes no acumulado daqueles 4 anos. Pela pontuação da época, equivalia a um aproveitamento de 78,4%. No biênio 1980-1981, em 25 partidas disputadas, tinha vencido 19, empatado 4 e perdido apenas 2 vezes, um aproveitamento de 84,0%. Ou seja, em 69 duelos contra outras seleções neste período de seis anos, a Seleção Brasileira foi derrotada apenas 5 vezes!
Estes números ficaram ainda melhores após os amistosos de 1982 preparatórios para a Copa do Mundo. E o nível de exigência colocado nestes jogos foi bem alto, enfrentando somente adversários da Europa. Em 6 jogos, foram 4 vitórias, sobre Alemanha Oriental, Alemanha Ocidental, Portugal e Irlanda, e 2 empates, contra Tchecoslováquia e Suíça.
A seleção de 82 enfim estava tomando sua forma. Leandro e Éder conquistaram a titularidade definitiva, respectivamente, na lateral-direita e na ponta-esquerda. No lado esquerdo ofensivo, Telê ainda testou Mário Sérgio e Dirceu antes de optar definitivamente por ter a Éder como seu camisa 11. No centro de ataque - a maior dúvida que perdurava no ano anterior - o mais utilizado em 81 havia sido Reinaldo, em 82, antes da Copa, o treinador ainda testou Careca, que acabou se lesionando. No fim colocou mesmo a Serginho Chulapa como seu camisa 9.
O último a conquistar a vaga entre os titulares foi Falcão. A primeira vez que Telê Santana o testou em todo o ciclo foi no penúltimo amistoso antes da Copa, contra a Suíça, tendo voltado a testá-lo contra a Irlanda no jogo seguinte. Ainda assim testou-o no lugar de Cerezo, colocando-o para jogar ao lado de Paulo Isidoro, Sócrates e Zico. Tanto que na numeração oficial foi Paulo Isidoro quem apareceu entre os onze titulares, usando a camisa 7. E no jogo de estreia, Toninho Cerezo não entrou em campo contra a União Soviética. Telê começou com Falcão, Sócrates, Zico e Dirceu no meio de campo, e Serginho e Éder no ataque. Foi só na segunda partida, contra a Escócia, que o técnico lançou a campo a formação que ficou marcada na história, aquela que havia brilhado nas três goleadas sobre Uruguai, Paraguai e Ajax no início de 1979 com Cláudio Coutinho, sem ter desde então voltado a ser utilizada. O maior meio de campo de todos os tempos: Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico.
Toninho Cerezo - Falcão - Zico - Sócrates
Um fator complicador tinha sido a transferência de Paulo Roberto Falcão durante 1980 para a Roma, da Itália. Ainda existia uma barreira pela convocação de jogadores que atuassem no futebol europeu, que naquela época ainda eram poucos. Nos Anos 1960, Vavá e Amarildo tiveram participações rápidas. A única exceção tinha sido o zagueiro Luís Pereira, convocado diversas vezes em 1977 quando era jogador do Atlético de Madrid, da Espanha. Em 1982, só na reta final de preparação que Telê inseriu duas peças que atuavam na Europa. Estes dois foram, por sinal, os dois primeiros jogadores na história a disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira como jogadores de clubes europeus: Falcão, da Roma, e Dirceu, do Atlético de Madrid. E seria justamente o sucesso do Brasil de 82 que levaria este fluxo a aumentar. Nos anos seguintes àquela Copa houve um forte fluxo de jogadores daquela seleção para o futebol italiano: Júnior foi contratado pelo Torino, Batista pela Lazio, Cerezo foi jogar ao lado de Falcão na Roma, o zagueiro reserva Edinho e Zico foram contratados pela Udinese, Sócrates foi para a Fiorentina, e Dirceu passou por Hellas Verona, Napoli, Ascoli, Como e Avellino. Nenhum outro país tinha naquele momento tantos jogadores no Campeonato Italiano, naquele que era o principal e mais rico torneio de futebol do mundo naquela década. A onda de globalização chegava de forma irreversível e o fluxo de jogadores estrangeiros para a Europa não pararia mais de crescer a partir de então.
A 12ª Copa do Mundo foi jogada na Espanha. As maiores surpresas nas Eliminatórias foram as eliminações de Uruguai, derrotado pelo Peru, e Holanda, vice-campeã nos dois Mundiais anteriores, que acabou eliminada pela Bélgica. Surpresa também nas Américas Central e do Norte, onde mesmo havendo duas vagas, o México acabou eliminado, tendo Honduras e El Salvador se classificado. Foi assim que, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo chegava para ser disputada por 24 seleções. O projeto tinha sido comandado pelo brasileiro João Havelange, que assumiu a presidência da FIFA em 1974 e nela permaneceu até 1998, tendo como principal projeto levar a popularização do futebol para todo o planeta. A ampliação de participantes aumentava as vagas de outros continentes onde o futebol tinha menos presença, e foi um processo que sofreu muitas críticas, principalmente dos europeus, que queriam uma Copa do Mundo mais enxuta. Aprovado o novo formato, o Mundial de 82 teve 24 participantes divididos em 6 grupos de 4, com os dois primeiros colocados de cada grupo avançando à 2ª Fase, onde as 12 remanescentes formaram 4 grupos de 3, com os primeiros colocados de cada grupo avançando à semi-final. Esta foi a única Copa do Mundo que teve este formato.
O Grupo A tinha Itália, Polônia, Peru e Camarões. O Grupo B era formado por Alemanha Ocidental, Áustria, Chile e Argélia. O Grupo C tinha Argentina, Bélgica, Hungria e El Salvador. O Grupo D foi composto por Inglaterra, França, Tchecoslováquia e Kuwait. O Grupo E tinha Espanha, Iugoslávia, Irlanda do Norte e Honduras. E o Grupo F, por fim, reunia Brasil, União Soviética, Escócia e Nova Zelândia.
A grande surpresa da primeira fase foram os africanos. Camarões, liderados por Roger Milla, conseguiram um surpreendente empate com a Itália por 1 a 1, um resultado que quase eliminou aos italianos, já que terminaram a 1ª Fase com nada mais do que três empates - contra Polônia, Peru e Camarões - quase não avançando à 2ª Fase. A grande surpresa, no entanto, foi a vitória de 2 a 1 da Argélia sobre a Alemanha. Os argelinos ainda viriam a vencer ao Chile e por muito pouco não conseguiram a classificação, que acabou com alemães e austríacos. O futebol africano dava sinais de um rápido crescimento e amadurecimento, nada mais tinha a ver com a frágil e ingênua equipe do Zaire que entrou em campo na Copa de 74.
A ampliação do número de participantes buscava fortalecer a médio a longo prazo centros como Ásia, África e Américas Central e do Norte. Num primeiro momento, sem dúvidas, propiciou a chegada de equipes com nível técnico muito mais limitado do que o das principais seleções. Um sinal disto foi que naquele Mundial materializou-se a maior goleada da história das Copas. Algumas já tinham sido as vitórias com 9 gols em Mundiais - a última delas da Iugoslávia sobre o Haiti na Copa de 74 - mas ninguém nunca havia chegado aos dois dígitos no placar. Na Copa de 82 se chegou: a Hungria venceu El Salvador por implacáveis 10 a 1!
A estreia do Brasil foi duríssima. Enfrentando à União Soviética, começou perdendo, gol de Andriy Bal aos 33 minutos do 1º tempo. O Brasil jogava bem, porém enfrentava um adversário muito forte e bem organizado em campo. O empate só saiu aos 30 minutos do 2º tempo, com gol de Sócrates. Os soviéticos, que já reclamavam de um pênalti não marcado no 1º tempo, foram efetivamente prejudicados depois do empate brasileiro, quando Luizinho errou o bote e levou a bola com o braço dentro da área, num pênalti claríssimo não assinalado pelo árbitro. O sufoco durou até o final. Só aos 43 minutos da etapa final, a dois minutos portanto do fim do jogo, que um petardo do ponta-esquerda Éder superou Dasaev e decretou a vitória canarinho, um 2 a 1 extremamente sofrido!
O restante da primeira fase foi um passeio verde e amarelo. No segundo jogo, o Brasil novamente saiu atrás no marcador, mas Zico, com um golaço, empatou ainda no primeiro tempo. Na volta do vestiário, o zagueiro Oscar desempatou e abriu a porteira. Com gols de Éder e Falcão, a Seleção Brasileira impôs uma goleada de 4 a 1 sobre a sempre difícil e retrancada Escócia. Com duas viória e já classificado, ainda assim o time não tirou o pé do acelerador, e na última rodada voltou a golear, desta vez à frágil Nova Zelândia, com 4 a 0 no placar, com dois gols de Zico, mais Falcão e Serginho marcando. A Seleção Brasileira foi arrasadora na primeira fase daquele Mundial: jogou um futebol de espetáculo, altamente ofensivo, com muita movimentação e qualidade no toque de bola, e esbanjando muita técnica. Prontamente a imprensa mundial apontou o time como de melhor futebol da primeira fase e principal candidato ao título. O Brasil estava em êxtase, esperando se tornar tetra campeão mundial de futebol!
Na 2ª fase, no Grupo 1 estavam União Soviética, Polônia e Bélgica, tendo avançado os poloneses. No Grupo 2, fortíssimo, estavam Alemanha, Inglaterra e Espanha, e acabou vencido pelos alemães. O Grupo 3, outro grupo fortíssimo, tinha Brasil, Itália e Argentina. E o Grupo 4 tinha França, Áustria e Irlanda do Norte, tendo a vaga ficado com os franceses.
Os duelos entre brasileiros, argentinos e italianos foram em Barcelona, no Estádio Sarriá. Na primeira rodada, os italianos venceram aos argentinos por 2 a 1, com gols de Tardelli e Cabrini, e Passarela descontando. Aquela era a primeira vitória da Itália naquela Copa do Mundo, já que a Azurra tinha empatado seus três jogos na primeira fase. Após um grande susto, começava a crescer na competição no momento certo. Com a derrota, a Argentina, liderada por Diego Armando Maradona e Mário Kempes, não podia nem empatar com o Brasil na segunda rodada, ou decretaria sua eliminação.
O Brasil estava muito confiante para enfrentar a seu maior rival histórico. O desempenho no confronto direto nos dezesseis anos a anteriores sustentava este otimismo: entre 1965 e 1981 o clássico tinha sido jogado 16 vezes, com 9 vitórias brasileiras, 6 empates, e apenas 1 vitória argentina. E o esperado se materializou em campo: apesar da força da equipe que tinha a Fillol, Daniel Passarela, Osvaldo Ardiles, Maradona e Kempes, a Seleção Brasileira venceu com autoridade, fazendo a vitória parecer ter sido fácil. Foi uma varada do Brasil, com atuação de gala de Zico, Júnior, Sócrates e Falcão. A vitória começou a ser desenhada logo aos 12 minutos do 1º tempo, com gol de Zico. Com 1 a 0, e jogando bem melhor do que os argentinos, os brasileiros voltaram do intervalo para fechar o jogo: Serginho ampliou aos 22 minutos, e Júnior fechou o caixão aos 27. Descontrolados, os argentinos - como sempre costumam fazer quando ficam em desvantagem no placar - apelaram para a violência, com Maradona acabando expulso de campo. No fim do jogo, Ramon Diaz ainda fez um gol de honra no apagar das luzes, pondo números finais no marcador: Brasil 3 x 1 Argentina.
Depois de eliminar à Argentina no primeiro duelo entre as duas seleções numa Copa do Mundo em 1974, e ver o adversário campeão em 1978, mas sem vencer ao Brasil, num jogo sem gols que custou caríssimo, a Seleção Brasileira voltava a mandar a Argentina de volta para casa em 1982. Em 1986 os destinos dos históricos adversários não se cruzariam, mas os brasileiros teriam que amargar novamente um título da Argentina. E na Copa seguinte, em 1990, o Brasil acabou eliminado pelo seu maior rival. Entre 1974 e 1990, em cinco Mundiais, foram quatro confrontos diretos, com cada um levando a melhor duas vezes.
Empolgadíssimo com a vitória sobre os argentinos, o Brasil entrou em campo contra a Itália com a vantagem de jogar por um empate, já que tinha conseguido uma vitória mais ampla sobre os argentinos do que os italianos. O nível de confiança estava muito alto! Desde 1970 não se via a camisa canarinho jogando um futebol de tanta qualidade como aquele. Do outro lado o defensivo time da Itália, que empatara três de seus quatro jogos até ali. E bastava um empate para a Seleção Brasileira!
Logo aos cinco minutos de jogo, o centroavante italiano Paolo Rossi balançou as redes. Sete minutos depois Sócrates empatou. Apesar do susto, tudo parecia estar sob o mais absoluto controle. O jogo era tenso, nervoso, mas a confiança de que a habilidade e técnica brasileiras se sobressairiam era enorme. Porém, não tardou muito para as coisas mudarem. Toninho Cerezo errou o passe numa saída de bola, Paolo Rossi não perdoou, tendo o camisa 20 da Itália marcado o seu segundo gol no jogo, colocando a Azzurra novamente à frente no marcador, vantagem conservada até a ida das duas equipes para o vestiário no intervalo de jogo. Tensão total em todo o Brasil! O segundo tempo seria de nervos à flor da pele.
A Seleção Brasileira voltou do vestiário pressionando ao time italiano. Levou vinte e três minutos até Falcão voltar a empatar a partida e recolocar a classificação à semi-final de novo nas mãos brasileiras. Uma sensação misturando alívio e apreensão. Os brasileiros estavam agarrados ao monitor de televisão, mal piscavam!
O time italiano não permitia qualquer vacilo. O time brasileiro tocava a bola e buscava o gol de desempate, nada de se retrancar! Telê Santana mandava o time em busca da vitória. Leandro e Júnior mantinham os avanços constantes pelas laterais do campo. Falcão, Sócrates e Zico buscavam triangulações. O jogo era aberto, e um gol estava prestes a se materializar para qualquer um dos lados. Era uma excepcional partida de futebol!
Foi então, quando o relógio marcava trinta minutos do segundo tempo, sete minutos apenas após o gol de Falcão, que saiu o terceiro gol italiano no jogo, aquele que seria fatal às pretensões brasileiras, acabando com o sonho daquele futebol magicamente bem jogado: Itália 3 x 2 Brasil. Muito se argumentou após aquele dia que a derrota aconteceu por Telê ter mantido o time com postura ofensiva, entretanto Rossi marcou seu terceiro gol num bate-rebate após uma cobrança de escanteio na qual todos os onze brasileiros em campo estavam dentro a área. O time inteiro fechado na defesa especificamente naquele momento, e ainda assim a Itália marcou. Ninguém acreditava no que havia acontecido no Estádio Sarriá. A derrota para a Itália encerrava uma série de 24 jogos de invencibilidade da Seleção Brasileira. E bastava o empate para aquele time ter ido à semi-final.
Na definição de quais seriam os finalistas, a Itália venceu à Polônia por 2 a 0, avançando para fazer a final contra a Alemanha, de Breitner, Briegel e Rummenigge, que batera na outra semi à França, de Giresse, Tiganá, Platini e Rocheteau, na primeira decisão por pênaltis da história das Copas do Mundo. Depois de um jogaço no qual alemães e franceses empataram em três a três, foi a Alemanha quem venceu nas penalidades por 5 x 4, com Bossis perdendo a cobrança para os franceses. A Seleção Brasileira havia enfrentado e vencido três vezes à finalista Alemanha antes daquela Copa entre 1981 e 1982, uma vez no Rio de Janeiro, outra em Stuttgart, e uma terceira em campo neutro, em Montevidéu. Mais uma vez, aquela geração jogava bonito, mas não conseguia levantar o troféu.
Na final, a Itália venceu por 3 a 1, com gols de Paolo Rossi, Tardelli e Altobelli. O Brasil já não era mais o único tri-campeão das Copas. A Itália, campeã de 1934 e 1938, alcançava sua terceira conquista. A força daquela Seleção Brasileira de 1982, e a forma como ela impressionou ao mundo inteiro, pode ser constatada na escolha do "Onze Ideal" daquele Copa do Mundo. Apesar de não ter ficado sequer entre os quatro melhores, o Brasil teve quatro jogadores na seleção eleita pela FIFA, que ficou formada por: Zoff (Itália), Collovati (Itália), Gentile (Itália), Luizinho (Brasil) e Júnior (Brasil); Falcão (Brasil), Boniek (Polônia), Michel Platini (França) e Zico (Brasil); Paolo Rossi (Itália) e Rummenigge (Alemanha Ocidental). A Seleção Brasileira mantinha uma marca impressionante: de 1938 a 1982 só não havia tido um jogador eleito entre os melhores da Copa do Mundo na edição de 1966; em todas as outras 9 edições houve ao menos um brasileiro entre os melhores. Nestas 10 edições, os outros que tiveram representantes em mais edições diferentes foram a Alemanha (7 vezes) e a Itália (5 vezes).
JOGOS NO ANO:
26/01/1982 - BRASIL 3 x 1 ALEMANHA ORIENTAL
Amistoso - Estádio Castelão, Natal
Gols: Dorner (34'1T), Paulo Isidoro (38'1T), Renato (7'2T) e Serginho (34'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo) (Pedrinho Vicençote (Vasco)); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Paulo Isidoro (Grêmio), Renato (São Paulo) e Zico (Flamengo); Roberto Dinamite (Vasco) (Serginho (São Paulo)) e Mário Sérgio (São Paulo).
Téc: Telê Santana
Alemanha OR: Bodo Rudwaleit (Dínamo Berlim), Artur Ullrich (Dínamo Berlim) (Dieter Strozniak (Chemie Halle)), Ridiger Schnuphase (Carl Zeiss Jena), Norbert Trieloff (Dínamo Berlim) e Frank Baum (Lokomotiv Leipzig); Matthias Liebers (Lokomotiv Leipzig), Lothar Hause (Vorwarts Frankfurt) (Wolfgang Steinbach (Magdeburgo)) e Hans-Jurgen Dorner (Dínamo Dresden); Jurgen Pommerenke (Magdeburgo), Joachim Streich (Magdeburgo) (Matthias Doschner (Dínamo Dresden)) e Martin Trocha (Carl Zeiss Jena) (Jurgen Heun (Rot-Weiss Erfurt)).
Téc: Rudolf Krause
03/03/1982 - BRASIL 1 x 1 TCHECOSLOVÁQUIA
Amistoso - Estádio do Morumbi, São Paulo
Gols: Zico (1'2T) e Jan Berger (45+1'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Perivaldo (Botafogo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro) (Renato (São Paulo)), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Jairzinho (Botafogo) (Paulo Isidoro (Grêmio)), Roberto Dinamite (Vasco) e Mário Sérgio (São Paulo) (Éder (Atlético Mineiro)).
Téc: Telê Santana
Tchecos: Stanislav Seman (Lokomotiva Kosice), Frantisek Jakubec (Bohemians Praga), Jan Fiala (Dukla Praga), Ladislav Jurkemik (Inter Bratislava) e Jozef Kukucka (Plastika Nitra); Jan Kozak (Dukla Praga), Frantisek Stambachr (Dukla Praga) e Jan Berger (Sparta Praga); Ladislav Vizek (Dukla Praga), Petr Janecka (Zbrojovka Brno) (Dusan Borko (Plastika Nitra)) e Zdenek Nehoda (Dukla Praga).
Téc: Jozef Venglos
21/03/1982 - BRASIL 1 x 0 ALEMANHA OCIDENTAL
Amistoso - Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
Gol: Júnior (38'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Vítor (Flamengo), Adílio (Flamengo), Zico (Flamengo) e Paulo Isidoro (Grêmio); Careca (Guarani) e Mário Sérgio (São Paulo) (Éder (Atlético Mineiro)).
Téc: Telê Santana
Alemanha: Harald Schumacher (Koln), Manfred Kaltz (Hamburgo), Karlheinz Forster (Stuttgart), Uli Stielike (Real Madrid/ESP) e Hans Peter Briegel (Kaiserslautern); Paul Breitner (Bayern Munique), Wolfgang Dremmler (Bayern Munique) e Lothar Matthaus (Borussia Monchengladbach); Pierre Littbarski (Koln) (Frank Mill (Borussia Monchengladbach)), Klaus Fischer (Koln) (Horst Hrubesch (Hamburgo)) e Hansi Muller (Stuttgart) (Stephan Engels (Koln)).
Téc: Jupp Derwall
05/05/1982 - BRASIL 3 x 1 PORTUGAL
Amistoso - Estádio Castelão, São Luís
Gols: Júnior (17'1T), Éder (17'2T), Zico (27'2T) e Nené (44'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Edevaldo (Internacional), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Batista (Grêmio), Sócrates (Corinthians) (Toninho Cerezo (Atlético Mineiro)), Paulo Isidoro (Grêmio) e Zico (Flamengo); Serginho (São Paulo) (Careca (Guarani)) e Dirceu (Atlético de Madrid/ESP)) (Éder (Atlético Mineiro)).
Téc: Telê Santana
Portugal: Manuel Bento (Benfica), Gabriel (Porto), Humberto Coelho (Benfica), Eurico Gomes (Sporting) (Alhinho (Portimonense)) e Gregório Freixo (Vitória de Guimarães); Carlos Manuel (Benfica) (Manuel Fernandes (Sporting)), Eliseu (Boavista) (Paulo Rocha (Portimonense)) e Murça (Portimonense); Palhares (Boavista), Nené (Benfica) e Norton de Matos (Portimonense).
Téc: Júlio "Juca" Cernadas Pereira
19/05/1982 - BRASIL 1 x 1 SUÍÇA
Amistoso - Estádio do Arruda, Recife
Gols: Zico (7'1T) e Sulser (38'1T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo) (Edevaldo (Internacional)), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Falcão (Roma/ITA), Sócrates (Corinthians) (Toninho Cerezo (Atlético Mineiro)), Paulo Isidoro (Grêmio) e Zico (Flamengo); Careca (Guarani) (Serginho (São Paulo)) e Éder (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
Suíça: Erich Burgener (Servette), Giampietro Zappa (Zurich), Heinz Lüdi (Zurich), André Egli (Grasshopper) e Heinz Hermann (Grasshopper); Roger Wehrli (Grasshopper), René Botteron (Koln/ALE) (Lucien Favre (Servette)) e Umberto Barberis (Monaco/FRA); Erni Maissen (Basel) (Alfred Scheiwiler (Zurich)), Claudio Sulser (Grasshopper) e Rudi Elsener (Zurich) (Jean-Paul Brigger (Sion)).
Téc: Paul Wolfisberg
27/05/1982 - BRASIL 7 x 0 IRLANDA
Amistoso - Estádio Parque do Sabiá, Uberlândia
Gols: Falcão (32'1T), Sócrates (8'2T), Serginho (19'2T), Luizinho (23'2T), Sócrates (28'2T), Serginho (30'2T) e Zico (33'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo) (Paulo Sérgio (Botafogo)), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) (Edinho (Fluminense)) e Júnior (Flamengo); Falcão (Roma/ITA), Sócrates (Corinthians), Paulo Isidoro (Grêmio) (Toninho Cerezo (Atlético Mineiro)) e Zico (Flamengo); Careca (Guarani) (Serginho (São Paulo)) e Éder (Atlético Mineiro) (Dirceu (Atlético de Madrid/ESP)).
Téc: Telê Santana
Irlanda: Jim McDonagh (Bolton/ING), Eamonn Deacy (Aston Villa/ING), John Anderson (Preston North End), Mike Walsh (Everton/ING) e Mick Martin (Newcastle/ING); Tony Grealish (Brighton/ING), Gerry Daly (Coventry City) e Sean O'Driscoll (Fulham/ING); Liam Brady (Juventus/ITA), Brendan O'Callaghan (Stoke City/ING) (Gerry Ryan (Brighton/ING)) e Kevin O'Callaghan (Ipswich/ING).
Téc: Eoin Hand
14/06/1982 - BRASIL 2 x 1 UNIÃO SOVIÉTICA
Copa do Mundo - Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilla, Espanha
Gols: Andriy Bal (34'1T), Sócrates (30'2T) e Éder (43'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Falcão (Roma/ITA), Sócrates (Corinthians), Zico (Flamengo) e Dirceu (Atlético de Madrid/ESP) (Paulo Isidoro (Grêmio)); Serginho (São Paulo) e Éder (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
URSS: Rinat Dasaev (Spartak Moscou), Tengiz Sulakvelidze (Dínamo Tbilisi), Aleksandr Chivadze (Dínamo Tbilisi), Anatoliy Demyanenko (Dínamo Kiev) e Serhiy Baltacha (Dínamo Kiev); Andriy Bal (Dínamo Kiev), Volodymyr Bessonov (Dínamo Kiev) e Ramaz Shengeliya (Dínamo Tbilisi) (Serhiy Andreev (Rostov)); Yuriy Gavrilov (Spartak Moscou) (Yuriy Susloparov (Torpedo Moscou)), Vitaliy Daraseliya (Dínamo Tbilisi) e Oleh Blokhin (Dínamo Kiev).
Téc: Konstantin Beskov
18/06/1982 - BRASIL 4 x 1 ESCÓCIA
Copa do Mundo - Estádio Benito Villamarin, Sevilla, Espanha
Gols: Narey (18'1T), Zico (33'1T), Oscar (3'2T), Éder (18'2T) e Falcão (42'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma/ITA), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Serginho (São Paulo) (Paulo Isidoro (Grêmio)) e Éder (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
Escócia: Alan Rough (Partick Thistle), David Narey (Dundee United), Willie Miller (Aberdeen), Alan Hansen (Liverpool/ING) e Frank Grey (Leeds United/ING); Graeme Souness (Liverpool/ING), John Wark (Ipswich/ING), Asa Hartford (Manchester City/ING) (Alex McLeish (Aberdeen)) e Gordon Strachan (Aberdeen) (Kenny Dalglish (Liverpool/ING)); Steve Archibald (Tottenham/ING) e John Robertson (Nottingham Forest/ING).
Téc: Jock Stein
23/06/1982 - BRASIL 4 x 0 NOVA ZELÂNDIA
Copa do Mundo - Estádio Benito Villamarin, Sevilla, Espanha
Gols: Zico (28'1T) e (31'1T), Falcão (19'2T) e Serginho (25'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo) (Edinho (Fluminense)), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma/ITA), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Serginho (São Paulo) (Paulo Isidoro (Grêmio)) e Éder (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
Nova Zelândia: Frank Van Hattum (Manurewa), Glenn Dods (Adelaide/AUS), Ricki Herbert (Mount Wellington), Bobby Almond (Invercargill Thistle) e Adrian Elrick (Hanimex United); Alan Boath (West Adelaide Hellas/AUS), Steve Sumner (West Adelaide Hellas/AUS) e Keith Mackay (Gisborne); Kenny Creswell (Gisborne) (Brian Turner (Gisborne)), Steve Woodin (South Melbourne/AUS) e Wynton Rufer (Miramar Rangers) (Duncan Cole (Hanimex United)).
Téc: John Adshead
02/07/1982 - BRASIL 3 x 1 ARGENTINA
Copa do Mundo - Estádio Sarria, Barcelona, Espanha
Gols: Zico (11'1T), Serginho (21'2T), Júnior (30'2T) e Ramón Díaz (44'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo) (Edevaldo (Internacional)), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma/ITA), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo) (Batista (Grêmio)); Serginho (São Paulo) e Éder (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
Argentina: Ubaldo Fillol (River Plate), Jorge Olguín (Independiente), Luis Galván (Talleres), Daniel Passarella (River Plate) e Alberto Tarantini (River Plate); Juan Barbas (Racing), Osvaldo Ardiles (Tottenham/ING) e Diego Maradona (Boca Juniors); Daniel Bertoni (Fiorentina/ITA) (Santiago Santamaria (Newell's Old Boys)), Mario Kempes (River Plate) (Ramón Díaz (River Plate)) e Gabriel Calderón (Independiente).
Téc: César Luís Menotti
05/07/1982 - BRASIL 2 x 3 ITÁLIA
Copa do Mundo - Estádio Sarria, Barcelona, Espanha
Gols: Paolo Rossi (5'1T), Sócrates (12'1T), Paolo Rossi (25'1T), Falcão (23'2T) e Paolo Rossi (29'2T)
Brasil: Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma/ITA), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Serginho (São Paulo) (Paulo Isidoro (Grêmio)) e Éder (Atlético Mineiro).
Téc: Telê Santana
Itália: Dino Zoff (Juventus), Claudio Gentile (Juventus), Fulvio Collovati (Milan) (Giuseppe Bergomi (Internazionale)), Gaetano Scirea (Juventus) e Antonio Cabrini (Juventus); Gabriele Oriali (Internazionale), Marco Tardelli (Juventus) (Giampiero Marini (Internazionale)), Giancarlo Antognoni (Fiorentina) e Bruno Conti (Roma); Paolo Rossi (Juventus) e Francesco Graziani (Fiorentina).
Téc: Enzo Bearzot
RESUMO:
Seleção Brasileira de 1982:
Waldir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luizinho (Atlético Mineiro) e Júnior (Flamengo); Toninho Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma/ITA) (Paulo Isidoro (Grêmio)), Sócrates (Corinthians) e Zico (Flamengo); Serginho (São Paulo) e Éder (Atlético Mineiro).
Artilharia: Zico (8), Serginho (5), Sócrates (4), Falcão (4), Júnior (3), Éder (3), Paulo Isidoro (1), Renato (1), Luizinho (1) e Oscar (1)
Participação:
11 jogos: Waldir Peres, Oscar, Luizinho, Júnior e Zico
10 jogos: Paulo Isidoro e Éder Aleixo
9 jogos: Leandro, Toninho Cerezo, Sócrates e Serginho Chulapa
8 jogos: --
7 jogos: Falcão
6 jogos: --
5 jogos: --
4 jogos: Careca
3 jogos: Edevaldo, Mário Sérgio e Dirceu
2 jogos: Edinho, Batista, Renato e Roberto Dinamite
1 jogo: Paulo Sérgio, Perivaldo, Pedrinho Vicençote, Vítor, Adílio e Jairzinho































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